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Eu fui um dos malucos que amou o primeiro Death Stranding — aquele jogo estranho, contemplativo, sobre carregar caixas e reconectar um mundo despedaçado. Por isso, quando Death Stranding 2: On the Beach foi lançado para PlayStation 5 em 26 de junho de 2025, eu sabia que estava entrando numa experiência que divide opiniões como poucas. E, depois de horas atravessando paisagens devastadas, posso dizer: Kojima fez de novo, só que maior, mais bonito e ainda mais ousado.
O que é Death Stranding 2: On the Beach
Desenvolvido pela Kojima Productions e publicado pela Sony Interactive Entertainment, On the Beach é a continuação direta da saga de Sam Porter Bridges, o entregador interpretado por Norman Reedus. A premissa central permanece: num mundo fragmentado por um cataclismo sobrenatural, Sam precisa reconectar comunidades isoladas atravessando terrenos hostis a pé, equilibrando carga, terreno e ameaças do além.
Mas a sequência expande tudo. O mapa agora se estende para o México e a Austrália, com biomas variados, fenômenos climáticos dinâmicos e uma escala que faz o original parecer um protótipo. O elenco ganha reforços de peso, incluindo Elle Fanning e a participação de figuras como George Miller (sim, o de Mad Max) e Guillermo del Toro no universo do jogo.
O que mudou em relação ao primeiro jogo
A maior crítica ao primeiro Death Stranding era o ritmo lento e a repetição das entregas. A sequência ataca isso de frente com várias mudanças:
- Combate mais robusto: mais opções de armas, furtividade e confrontos contra inimigos humanos e criaturas (BTs).
- Mundo mais reativo: clima dinâmico, terremotos e eventos ambientais que mudam a rota.
- Ferramentas de travessia ampliadas: novos veículos, tirolesas e estruturas colaborativas online.
- Narrativa mais cinematográfica: cutscenes ainda mais elaboradas, no estilo blockbuster que Kojima adora.
Recepção da crítica e desempenho
O jogo chegou ao PS5 com avaliações majoritariamente favoráveis, elogiado pela direção de arte, pela trilha sonora e pela coragem de manter sua identidade peculiar enquanto refina a jogabilidade. Em março de 2026, a Kojima Productions liberou ainda uma versão para PC (Windows), ampliando o alcance da obra para quem não tem o console da Sony.
Death Stranding 2 é para você? Prós e contras
Death Stranding nunca foi um jogo para todo mundo, e a sequência mantém essa personalidade. Vale pesar:
- ✅ Prós: mundo deslumbrante, narrativa única, gameplay refinado, valor de produção altíssimo.
- ✅ Prós: sistema online assíncrono recompensador (estruturas de outros jogadores aparecem no seu mundo).
- ❌ Contras: ritmo ainda contemplativo, história densa e cheia de jargões, não agrada quem busca ação frenética.
- ❌ Contras: a curva de aprendizado das mecânicas de carga pode afastar iniciantes.
Minha avaliação de Death Stranding 2
Sendo honesto, na minha visão Death Stranding 2 é um dos jogos mais corajosos da geração. Ele poderia ter se tornado um jogo de ação genérico para agradar a massa, mas Kojima dobrou a aposta na sua estranheza autoral — e por isso eu respeito tanto. Minha expectativa era alta e foi superada na ambientação: poucos jogos me fizeram parar só para olhar a paisagem. Não é perfeito, e entendo perfeitamente quem não suporta o ritmo. Mas para quem se conecta com a proposta, é uma obra-prima melancólica e inesquecível. Para mim, fica entre os destaques absolutos de 2025.
Perguntas Frequentes
Quando Death Stranding 2 foi lançado?
Foi lançado em 26 de junho de 2025, exclusivamente para PlayStation 5. A versão para PC (Windows) chegou em 19 de março de 2026.
Precisa ter jogado o primeiro Death Stranding?
Ajuda muito. A história é uma continuação direta e faz inúmeras referências aos eventos e personagens do original.
Death Stranding 2 tem multiplayer?
Tem um sistema online assíncrono: você não joga em tempo real com outras pessoas, mas as estruturas que outros jogadores constroem aparecem no seu mundo, ajudando na travessia.
Quem dirige Death Stranding 2?
O jogo é dirigido por Hideo Kojima, pela Kojima Productions, com publicação da Sony Interactive Entertainment.
A filosofia de ‘conexão’ que define a saga
O que muita gente não percebe à primeira vista é que Death Stranding nunca foi sobre carregar caixas — é sobre conexão. Hideo Kojima construiu toda a franquia em torno da ideia de reunir um mundo fragmentado, e isso se reflete tanto na história quanto na mecânica. Quando você constrói uma ponte ou uma estrada, ela pode aparecer no mundo de outro jogador, que vai te agradecer com ‘curtidas’. É um multiplayer silencioso, baseado em gentileza e cooperação indireta — algo profundamente raro na indústria.
Na minha experiência jogando, essa camada filosófica é o que transforma uma simples entrega numa experiência quase meditativa. Você atravessa montanhas ouvindo a trilha melancólica e, de repente, encontra uma escada deixada por um estranho exatamente onde você precisava. Esse pequeno gesto resume tudo o que a obra quer dizer sobre comunidade.
O peso do elenco de estrelas
Kojima é famoso por trazer rostos de Hollywood para seus jogos, e On the Beach não economizou. Além de Norman Reedus e Léa Seydoux retornando, a sequência traz Elle Fanning em papel de destaque e participações ligadas a nomes como George Miller e Guillermo del Toro. Essa fusão entre cinema e games sempre foi a marca registrada do diretor, e aqui ela atinge um novo nível de produção, com captura de movimento e atuação facial impressionantes.
Esse cuidado com performance dá às cutscenes um peso dramático que poucos jogos alcançam. Não é exagero dizer que, em vários momentos, Death Stranding 2 parece menos um jogo e mais um longa-metragem interativo de autor — para o bem e, dependendo do seu gosto, para o mal.
📚 Fontes & Referências
Este artigo foi escrito com base em pesquisa cruzada nas seguintes fontes oficiais e veículos especializados:



