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Quem acompanha o cenário indie há tanto tempo quanto eu sabe o peso que o nome “Silksong” carrega. Depois de uma das esperas mais longas e ansiosas da história recente dos games, Hollow Knight: Silksong não apenas chegou — ele dominou o mercado. E os números mais recentes confirmam: estamos diante de um dos maiores fenômenos independentes de todos os tempos.
Joguei o Hollow Knight original por dezenas de horas, e poucas sequências me deixaram tão ansioso. Neste artigo, analiso o tamanho desse sucesso, as novidades de jogabilidade e o que vem por aí com a expansão de 2026.
Vale destacar: este não é um texto patrocinado. É a análise de quem realmente mergulhou no universo de Hollow Knight e esperou por esta sequência como poucos lançamentos na última década. Vamos aos fatos, aos números e à experiência de jogo.
7 milhões de cópias: o tamanho do fenômeno
A Team Cherry, o pequeno estúdio australiano por trás da franquia, confirmou que Silksong ultrapassou a marca de 7 milhões de cópias vendidas em pouco mais de três meses. Para uma equipe tão enxuta, é um feito que coloca o estúdio ao lado dos maiores nomes do mercado independente — e até de grandes produções AAA.
Nos primeiros minutos após o lançamento, o jogo já registrava mais de 500 mil jogadores simultâneos no Steam, número que rivaliza com superproduções. O trailer de lançamento abaixo dá o tom da ambição visual e artística do projeto:
Hornet assume o protagonismo
Diferente do primeiro jogo, Silksong coloca Hornet no centro da aventura. A mudança de protagonista trouxe um estilo de movimentação mais ágil e agressivo, com novas mecânicas de combate baseadas em sua agulha e fios de seda. O reino de Pharloom, totalmente novo, expande o universo de forma impressionante.
- Combate mais veloz: Hornet é mais rápida e acrobática que o Cavaleiro original.
- Novo reino: Pharloom traz biomas, inimigos e chefes inéditos.
- Sistema de ferramentas: substitui os amuletos do primeiro jogo por opções mais flexíveis.
- Trilha sonora: Christopher Larkin volta a entregar composições memoráveis.
A espera de seis anos: como tudo aconteceu
Para entender o tamanho do hype, é preciso voltar a 2019, quando Silksong foi anunciado. O que começou como um DLC do Hollow Knight original cresceu tanto que virou um jogo completo e independente. De lá para cá, foram anos de silêncio quase total da Team Cherry, intercalados por aparições pontuais em eventos como a E3 e os showcases da Nintendo e do Xbox.
Esse longo período transformou Silksong em um verdadeiro mito dentro da comunidade gamer. Cada rumor virava manchete, cada frame de gameplay era dissecado. Quando a data finalmente foi confirmada, a reação foi de euforia coletiva — e a entrega final mostrou que o estúdio usou bem todo esse tempo.
Silksong x Hollow Knight: o que mudou
Comparar a sequência com o original ajuda a entender sua evolução. Enquanto o primeiro jogo apostava em um protagonista silencioso e numa progressão mais contemplativa, Silksong é mais rápido, verticalizado e agressivo.
- Ritmo: Hollow Knight era metódico; Silksong é frenético.
- Mundo: Hallownest (decadente e sombrio) deu lugar a Pharloom (vertical e dourado).
- Progressão: ferramentas e missões substituem parte do sistema de amuletos.
- Dificuldade: chefes ainda mais punitivos, exigindo precisão e leitura de padrões.
Para quem ama o gênero, é fascinante ver como a Team Cherry conseguiu manter a identidade da franquia ao mesmo tempo em que reinventa sua jogabilidade.
Sea of Sorrow: a expansão gratuita de 2026
A Team Cherry não parou no lançamento. Foi confirmada a expansão Sea of Sorrow, prevista para 2026 e — melhor ainda — totalmente gratuita. A DLC promete novas áreas, chefes inéditos e ferramentas adicionais, dando continuidade à jornada de Hornet. Também foi anunciada uma versão otimizada para o Nintendo Switch 2.
Essa política de conteúdo gratuito segue a tradição do primeiro Hollow Knight, que recebeu quatro DLCs sem custo — algo raro na indústria e que ajudou a construir a lealdade da comunidade. Para relembrar como tudo começou, vale rever o trailer de revelação original:
Por que Silksong vale a pena
Se você curte metroidvanias desafiadores, com arte desenhada à mão, trilha sonora marcante e exploração recompensadora, a resposta é um sonoro sim. Silksong respeita a herança do original enquanto evolui em praticamente todos os aspectos.
Na minha opinião, o maior mérito do jogo é não se acomodar: em vez de entregar “mais do mesmo”, a Team Cherry reinventou o ritmo e o tom da franquia. É o tipo de sequência que justifica a espera — e que provavelmente vai figurar nas listas de melhores jogos do ano.
Veredito: Silksong é leitura obrigatória para fãs de metroidvania e uma excelente porta de entrada para quem nunca jogou a franquia. Disponível em PC, consoles e Game Pass, é um daqueles raros casos em que a expectativa monstruosa foi não apenas atendida, mas superada.
Perguntas frequentes sobre Silksong
Quantas cópias Silksong vendeu? Mais de 7 milhões em pouco mais de três meses.
Quem é a protagonista? Hornet, personagem já conhecida do primeiro Hollow Knight.
A expansão Sea of Sorrow é paga? Não, será gratuita e está prevista para 2026.
Está disponível no Game Pass? Sim, o jogo chegou day one ao Xbox Game Pass.
📚 Fontes & Referências
Este artigo foi escrito com base em pesquisa cruzada nas seguintes fontes oficiais e veículos especializados:
- Canaltech — 7 milhões de cópias e expansão 2026
- IGN Brasil — Sea of Sorrow e versão Switch 2
- Team Cherry — site oficial
- Steam — página oficial do jogo



