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Eu esperei por Hollow Knight: Silksong tempo suficiente para virar meme — e olha que acompanho a Team Cherry desde que zerei o primeiro Hollow Knight em 2017, perdendo noites de sono atrás do final verdadeiro. Quando o jogo finalmente saiu, no dia 4 de setembro de 2025, foi quase impossível acreditar: depois de seis anos de espera, anúncios adiados e teorias malucas, a sequência mais aguardada do gênero metroidvania caiu de paraquedas no Game Pass logo no lançamento. Neste artigo eu reúno tudo o que importa sobre Silksong — história, novidades de gameplay, plataformas, dificuldade e por que ele já entrou para a conversa de melhor jogo do ano.
Do DLC cancelado ao maior lançamento indie do ano
Silksong nasceu como uma expansão de Hornet, a personagem que muita gente amou no DLC The Grimm Troupe. O escopo cresceu tanto que a Team Cherry decidiu transformá-lo em um jogo completo e autônomo. O anúncio veio em 2019, e a partir daí começou a novela: trailers que apareciam e sumiam, datas que nunca se confirmavam e uma comunidade que transformou a espera em folclore. Quando a data definitiva de 4 de setembro de 2025 foi revelada na gamescom, fóruns inteiros entraram em colapso de tanta gente comemorando ao mesmo tempo.
O lançamento foi simultâneo em Nintendo Switch, Switch 2, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox, PC (Steam, GOG), além de macOS e Linux — e, crucialmente, no Xbox Game Pass desde o dia um. Essa estratégia fez o jogo alcançar milhões de jogadores em poucas horas, derrubando servidores de loja e dominando o topo das paradas.
Você joga como Hornet — e isso muda tudo
Diferente do primeiro jogo, onde controlávamos o silencioso Cavaleiro, aqui o protagonista é a Hornet, capturada e levada para o reino de Pharloom. A mudança de personagem não é cosmética: Hornet é mais rápida, mais ágil e tem um moveset que prioriza agressividade. Ela corre, escala, usa a agulha como chicote e tem ferramentas que substituem os feitiços do jogo original.
- Mobilidade superior: Hornet se movimenta mais rápido e tem mais opções de deslocamento vertical desde cedo.
- Ferramentas no lugar de magias: um sistema de crafting e equipamento dá mais variedade de build.
- Cura ativa: em vez de simplesmente focar e curar parado, o ritmo de recuperação foi repensado para combates mais dinâmicos.
- Missões e recados: Pharloom traz uma estrutura de quests mais clara que Hallownest.
Silksong é mais difícil que o original?
Sim — e essa foi a maior polêmica da semana de lançamento. Os primeiros chefes de Silksong são notoriamente punitivos, e muitos veteranos do primeiro jogo apanharam feio logo nas primeiras horas. A Team Cherry projetou Pharloom assumindo que o jogador já domina a linguagem do gênero, então a curva de aprendizado é mais íngreme. A recompensa, porém, é aquela sensação inconfundível de superação que só os bons metroidvanias entregam.
Comparativo: Hollow Knight vs. Silksong
| Aspecto | Hollow Knight (2017) | Silksong (2025) |
|---|---|---|
| Protagonista | O Cavaleiro | Hornet |
| Cenário | Hallownest | Pharloom |
| Ritmo de combate | Metódico | Mais rápido e agressivo |
| Sistema de recursos | Feitiços e amuletos | Ferramentas e crafting |
| Dificuldade inicial | Moderada | Elevada |
Vale a pena em 2026?
Para quem ainda não pegou, a resposta é um sonoro sim. Silksong é daqueles jogos que justificam um console. Se você tem Game Pass, é literalmente sem desculpa. E se gostou do primeiro, prepare-se para um mundo maior, mais bonito e mais desafiador, com uma trilha sonora de Christopher Larkin que continua impecável.
Pharloom: um reino vertical e cheio de segredos
Se Hallownest era um mundo subterrâneo melancólico, Pharloom é o seu oposto luminoso e ascendente. O design do mapa convida o jogador a subir, a escalar torres, catedrais e cidades suspensas rumo ao topo do reino. Essa verticalidade muda completamente a sensação de exploração: enquanto no primeiro jogo descíamos cada vez mais fundo na escuridão, aqui a meta é alcançar o cume. A Team Cherry recheou o mapa de atalhos, salas secretas e bancos escondidos que recompensam quem explora com cuidado, mantendo viva aquela curiosidade obsessiva que define um bom metroidvania.
A direção de arte também evoluiu. Os cenários pintados à mão ganharam mais cor e detalhe, com biomas que vão de jardins floridos a fortalezas industriais. Cada região tem identidade própria, inimigos exclusivos e uma trilha sonora ambiente que reforça o clima — algo em que Christopher Larkin, novamente, brilha.
Ferramentas, crafting e builds: a nova liberdade
Uma das mudanças mais comentadas é o sistema de ferramentas. No lugar dos amuletos do primeiro jogo, Hornet coleta e fabrica itens que podem ser equipados em slots, permitindo montar builds focadas em ataque, defesa, mobilidade ou utilidade. Há ferramentas de arremesso, armadilhas, itens de cura e equipamentos que alteram o estilo de jogo de forma significativa. Essa liberdade de personalização dá fôlego à rejogabilidade: dois jogadores podem encarar o mesmo chefe com abordagens totalmente diferentes.
O crafting depende de recursos espalhados pelo mundo, o que incentiva a exploração e dá propósito ao loot. É um sistema simples de entender, mas profundo o suficiente para recompensar quem experimenta combinações ousadas.
Minha avaliação de Hollow Knight: Silksong
Na minha visão, Silksong é o raro caso em que a espera absurda foi justificada. Sendo honesto, eu temia que seis anos de hype enterrassem o jogo sob expectativas impossíveis — mas a Team Cherry entregou algo que respeita o legado e ainda ousa. Minha única ressalva é a dificuldade inicial, que pode espantar jogadores casuais que vieram pelo Game Pass sem conhecer o primeiro. Para mim, é forte candidato a Jogo do Ano e já figura entre os melhores metroidvanias que já joguei. Recomendo encarar com paciência: as primeiras horas castigam, mas a recompensa é das maiores do gênero.
Perguntas Frequentes
Quando Hollow Knight: Silksong foi lançado?
Em 4 de setembro de 2025, simultaneamente em PC, PlayStation, Xbox, Nintendo Switch e Switch 2.
Silksong está no Game Pass?
Sim, está disponível no Xbox Game Pass desde o dia do lançamento.
Preciso ter jogado o primeiro Hollow Knight?
Não é obrigatório, mas ajuda a entender o universo e a se acostumar com a linguagem do gênero antes da dificuldade elevada.
Silksong é maior que o original?
Sim, o reino de Pharloom é mais extenso e cheio de áreas, chefes e missões inéditas.
📚 Fontes & Referências
Este artigo foi escrito com base em pesquisa cruzada nas seguintes fontes oficiais e veículos especializados:



