⏰ 7 min de leitura
Jogo a franquia Resident Evil desde o primeiro título no PlayStation 1, com aqueles ângulos de câmera fixos que me faziam pular da cadeira. Acompanhar a evolução da série até Resident Evil Requiem — o nono capítulo principal, lançado em 27 de fevereiro de 2026 — foi como ver um clássico do terror amadurecer sem perder a alma. E agora que o jogo finalmente está nas ruas, dá para avaliar se a Capcom acertou de novo.
Revelado em grande estilo e com múltiplos trailers no caminho até o lançamento, Requiem chegou para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2, Steam e Epic Games Store. É o retorno do survival horror em sua forma mais ambiciosa — e com o retorno de personagens queridos como Leon S. Kennedy.
O que é Resident Evil Requiem
Requiem é o nono jogo da linha principal da franquia, sucessor de Resident Evil Village. A Capcom apostou em uma história que mistura novos personagens com rostos conhecidos, mantendo o equilíbrio entre ação e o terror de sobrevivência que definiu a série. O nome “Requiem” (missa fúnebre) já entrega o tom sombrio da experiência.
O slogan oficial resume a proposta: “Requiem for the dead. Nightmare for the living.” — um requiem para os mortos, um pesadelo para os vivos. A promessa é de uma atmosfera opressiva, sustos bem construídos e aquela tensão constante de gerenciar recursos escassos.
Plataformas e edições
Requiem chegou a praticamente todas as plataformas atuais, ampliando o alcance da franquia:
- PlayStation 5 — com suporte a recursos do DualSense (feedback háptico e gatilhos adaptativos);
- Xbox Series X|S — otimizado para as duas versões do console;
- Nintendo Switch 2 — reforçando o poder do novo híbrido da Nintendo;
- PC — via Steam e Epic Games Store.

A fórmula do survival horror moderno
A Capcom encontrou nos últimos anos um equilíbrio invejável entre nostalgia e inovação. Os remakes de RE2, RE3 e RE4 reconquistaram veteranos e atraíram novatos, enquanto Village expandiu a ação. Requiem parece beber dessas duas fontes:
- Terror atmosférico: retorno ao clima de tensão e escassez dos clássicos;
- Gráficos de ponta: a RE Engine continua entregando alguns dos visuais mais impressionantes do mercado;
- Narrativa conectada: amarrações com a mitologia da série que recompensam fãs de longa data.
Por que Resident Evil continua relevante
Poucas franquias de games chegam ao nono capítulo mantendo qualidade e relevância. Resident Evil conseguiu se reinventar várias vezes — do terror clássico à ação de RE4, passando pela primeira pessoa de RE7. Essa capacidade de mudar sem trair a essência é o que mantém a marca no topo há quase três décadas.
Na minha opinião, Requiem representa a maturidade da franquia: a Capcom finalmente domina o equilíbrio entre agradar veteranos e conquistar novos jogadores. É o tipo de lançamento que reforça por que Resident Evil é sinônimo de terror nos games.
Vale a pena em 2026?
Se você gosta de terror, a resposta é um sonoro sim. Com lançamento multiplataforma, é fácil encontrar a versão ideal para o seu setup. Recomendo jogar com fones de ouvido e luzes apagadas — o design de som de Requiem é parte essencial da experiência de imersão.
A jornada da Capcom rumo ao topo
Vale lembrar que nem sempre a Resident Evil esteve em boa fase. Depois do divisor de águas que foi RE4, a série tropeçou em títulos muito voltados para a ação, como RE5 e RE6, que dividiram a base de fãs. Foi com Resident Evil 7, em 2017, que a Capcom resgatou o terror em primeira pessoa e devolveu o medo à equação.
De lá para cá, a empresa emendou uma sequência impressionante de acertos: os remakes premiados de RE2 e RE4, o sucesso de Village e agora Requiem. É uma das melhores fases criativas e comerciais da história da franquia — e mostra como ouvir a comunidade e respeitar as raízes pode reerguer até uma marca consagrada.
O peso da RE Engine
Boa parte desse renascimento se deve à RE Engine, o motor gráfico proprietário da Capcom. Ela permite iluminação realista, texturas detalhadas e uma fluidez que faz os cenários de terror parecerem assustadoramente reais. Em Requiem, a engine é levada ao limite nas novas plataformas, especialmente no PS5 e no Switch 2.
- Iluminação dinâmica: sombras que escondem ameaças e aumentam a tensão;
- Modelos faciais: expressões realistas que reforçam a narrativa;
- Áudio posicional: som que indica de onde vem o perigo — essencial no survival horror.
É essa combinação de tecnologia e design que coloca a Capcom como referência no gênero e justifica o hype em torno de cada novo Resident Evil.
O que esperar do futuro da franquia
Com Requiem consolidado, a pergunta que fica é: para onde vai a Resident Evil? A Capcom mantém o costume de alternar entre jogos inéditos e remakes, e rumores apontam para um possível remake de Code Veronica, título cultuado que muitos fãs pedem há anos. Seja qual for o próximo passo, a franquia provou que sabe se manter relevante década após década.
Para quem está começando agora, Requiem é uma porta de entrada acessível, mas vale conhecer os clássicos para entender as referências e o peso emocional de certos retornos. É uma franquia que recompensa quem investe tempo em seu universo — e poucas conseguem fazer isso com tanta consistência.
Perguntas Frequentes
Quando Resident Evil Requiem foi lançado?
Em 27 de fevereiro de 2026.
Em quais plataformas está disponível?
PS5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2, Steam e Epic Games Store.
É o nono jogo principal da série?
Sim, Requiem é o nono título da linha principal, sucessor de Resident Evil Village.
Personagens clássicos retornam?
Sim — os trailers confirmaram a presença de rostos conhecidos da franquia, como Leon.
📚 Fontes & Referências
Este artigo foi escrito com base em pesquisa cruzada nas seguintes fontes oficiais e veículos especializados:



