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  • Resident Evil: o filme de Zach Cregger promete o terror que os fãs esperavam (estreia 18/09)

    Resident Evil: o filme de Zach Cregger promete o terror que os fãs esperavam (estreia 18/09)

    Poucas franquias me deixam tão dividido quanto Resident Evil. Como alguém que zera cada novo remake da Capcom desde o clássico de PS1 e que já perdeu as contas de quantas noites virei jogando RE2 e RE4, eu tenho uma relação de amor e frustração com as versões que chegam ao cinema. Foram muitos filmes que trocaram o terror por explosões e coreografias de ação. Por isso, quando a Sony anunciou um reboot dirigido por Zach Cregger — o mesmo cara por trás de Corra Que a Polícia Vem Aí (Barbarian) e do fenômeno Weapons —, eu levantei a sobrancelha na hora. E o trailer que a Sony soltou antes da Comic-Con me deixou com uma esperança que eu não sentia há anos.

    O novo Resident Evil chega aos cinemas em 18 de setembro de 2026, e tudo indica que ele quer fazer algo que nenhuma adaptação anterior conseguiu: assustar de verdade. Vou te contar tudo o que já se sabe sobre o filme, por que a escolha de Cregger é o detalhe mais importante de toda essa história e o que os fãs dos games podem (ou não) esperar dessa volta a Raccoon City.

    Zach Cregger, diretor de Resident Evil (2026)
    Zach Cregger na San Diego Comic-Con 2026, diretor do novo Resident Evil. Foto: Kevin Paul — via Wikimedia Commons (CC BY 4.0).

    Por que Zach Cregger na direção muda tudo

    Se você viu Weapons (2026), sabe do que estou falando. Cregger virou um dos nomes mais quentes do terror moderno depois que o filme arrecadou mais de US$ 269 milhões no mundo e rendeu um Oscar a Amy Madigan. Antes dele, Barbarian já tinha mostrado que o diretor entende como construir tensão a partir do desconhecido — aquele medo que cresce no silêncio, e não no susto barato.

    É exatamente isso que faltava nas adaptações de Resident Evil. As franquias da Milla Jovovich, que faturaram mais de US$ 1,2 bilhão entre 2002 e 2016, eram divertidas, mas eram filmes de ação com zumbis, não filmes de terror. O reboot de 2021, Welcome to Raccoon City, tentou voltar às raízes e tropeçou no orçamento apertado e no roteiro corrido. Cregger, ao que tudo indica, entendeu o recado.

    Na CinemaCon, o diretor foi direto: seu Resident Evil terá “nenhuma acrobacia narrativa, saltos temporais ou capítulos desorientadores”. Em vez disso, o público vai ficar “preso a um protagonista numa jornada a pé por um mundo determinado a destruí-lo”. Traduzindo: menos firula, mais sobrevivência pura. É o espírito dos games clássicos — recursos escassos, corredores escuros e a sensação constante de que algo terrível está logo ali.

    A história: uma noite de terror em Raccoon City

    O enredo abandona os protagonistas famosos dos jogos e aposta em uma história independente. Acompanhamos Bryan (Austin Abrams), um entregador de suprimentos médicos com destino ao Raccoon City General Hospital. O que deveria ser uma entrega de rotina se transforma em uma corrida desesperada pela sobrevivência quando uma noite fatídica desmorona ao seu redor no caos.

    Se o nome Raccoon City já arrepia qualquer fã, é porque ali começou toda a tragédia da série: o vírus mortal ligado à sombria Umbrella Corporation. A franquia de games nasceu em 1996 e é, até hoje, uma das adaptações de videogame para o cinema mais lucrativas da história. A promessa de Cregger é ser “fiel ao espírito dos jogos” — e o trailer, com criaturas grotescas, corpos caindo e uma atmosfera sufocante de neve e sangue, sugere que ele está falando sério.

    Austin Abrams, protagonista de Resident Evil (2026)
    Austin Abrams vive Bryan, o protagonista do filme. Foto: Harald Krichel — via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

    O elenco reunido por Cregger

    A aposta em rostos conhecidos, mas não superexpostos, combina com a proposta mais intimista do filme. Veja quem está confirmado:

    • Austin Abrams como Bryan — o jovem ator de Euphoria e The Walking Dead assume o papel central.
    • Paul Walter Hauser — vencedor do Emmy e nome de peso em Cruella e Richard Jewell.
    • Kali Reis — revelação de True Detective: Terra Noturna.
    • Zach Cherry — conhecido por Ruptura (Severance).

    O roteiro é assinado por Cregger em parceria com Shay Hatten (de John Wick e Army of the Dead), e a produção envolve Columbia Pictures, Constantin Film e TriStar Pictures.

    Paul Walter Hauser no elenco de Resident Evil
    Paul Walter Hauser reforça o elenco do reboot. Foto: KMcWrestling Photography — via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

    Filme de terror x filme de ação: a diferença que importa

    Aqui está o ponto que separa esse projeto de tudo que veio antes. Veja o contraste entre as fases da franquia no cinema:

    • Era Anderson/Jovovich (2002–2016): ação frenética, artes marciais, orçamento alto, foco em espetáculo. Bilheteria de US$ 1,2 bilhão, mas longe do terror.
    • Reboot de 2021 (Raccoon City): tentativa de voltar aos games, mas recepção morna e escala pequena.
    • Cregger (2026): terror de sobrevivência, protagonista comum, atmosfera claustrofóbica, filmado para IMAX.

    Na prática, é a primeira vez que um diretor consagrado no gênero terror assume a cadeira. E isso, para mim, é o maior motivo de otimismo. Filmado em IMAX e vindo de um cineasta em altíssima, esse Resident Evil tem tudo para finalmente entregar o clima dos jogos na tela grande.

    Minha expectativa para o Resident Evil de Zach Cregger

    Sendo honesto: eu quero muito que esse filme dê certo, mas seguro a empolgação. Já fui queimado tantas vezes por adaptações de Resident Evil que aprendi a desconfiar. Ainda assim, na minha visão, essa é a melhor chance que a franquia teve no cinema em duas décadas. O talento de Cregger para construir medo genuíno, somado à decisão de contar uma história pequena e focada em vez de um blockbuster inchado, é exatamente a receita que faltava.

    Minha expectativa é que ele acerte no clima e na tensão — e que resista à tentação de encher o filme de ação gratuita. Se ele mantiver a promessa de “ficar preso com um protagonista num mundo que quer destruí-lo”, pode ser o primeiro filme de Resident Evil que realmente parece Resident Evil. Vou estar no cinema no dia 18 de setembro, com o coração na mão, torcendo para não me decepcionar de novo.

    Perguntas Frequentes

    Quando o novo filme Resident Evil estreia?
    A estreia nos cinemas está marcada para 18 de setembro de 2026, com sessões filmadas para IMAX.

    Quem dirige o reboot de Resident Evil?
    Zach Cregger, diretor de Weapons (2026) e Barbarian (2022), que co-escreveu o roteiro com Shay Hatten.

    O filme segue os personagens dos games, como Leon ou Jill?
    Não. É uma história independente com um novo protagonista, Bryan (Austin Abrams), ambientada em Raccoon City, mas sem os heróis clássicos da série.

    Esse filme tem ligação com os filmes da Milla Jovovich?
    Não. É um reboot totalmente novo, sem conexão com a hexalogia de Paul W. S. Anderson nem com o reboot de 2021.

    📚 Fontes & Referências

    Este artigo foi escrito com base em pesquisa cruzada nas seguintes fontes oficiais: